Dias de Reflexão

No dia 21 de Agosto passado, uma eclipse solar aconteceu que marcou um momento significante para os Americanos e para todos os que seguem os sinais dos astros em termos escatológicos.  Este evento foi visível somente por alguns minutos nos Estados Unidos como uma eclipse total, e contemplado apenas como uma eclipse parcial em alguns outros lugares.  Não sou nenhuma estudiosa de escatologia, ou astronomia, e nem mesmo sou capacitada para falar de assuntos profundos em qualquer área que seja, mas achei interessante compartilhar algumas coisas que me chamaram atenção neste acontecimento, e em tudo que li a respeito.  Qualquer pessoa pode se inteirar melhor do assunto fazendo uma pesquisa no Google; existem publições sobre o assunto em diversos idiomas.

A Bíblia nos diz em Gn 1:14 que Deus criou os luzeiros não somente para fazerem separação entre dia e noite como também servirem para sinais, estações, dias e anos.  Mas parece que estamos vivendo como nos dias de Noé, despreocupadamente, seguindo nossas atividades diárias sem nos importar com os avisos de Deus e a vida espiritual (Mt 24:37-39).  Porém, na sua infinita bondade, repetidamente, lemos na Bíblia, Deus enviando seus servos para alertar o povo das consequencias de viverem em desobediência (2 Cr 36:15).  O próprio Jesus nos advertiu estar vigilantes quanto ao dia de sua vinda (Mt 24:42).  Por isso, quero deixar aqui alguns pontos que encorajem reflexão.

O eclipse em questão aconteceu 40 dias antes de Yom Kippur (Dia da Expiação), o qual acontecerá no dia 30 de Setembro no nosso calendário.    Yom Kippur era o único dia do ano que o Sumo Sacerdote entrava no Santo dos Santos para fazer expiação do pecado.  Sendo esta data tão importante e acontecendo exatamente 40 dias após o eclipse, vejamos algumas passagens bíblicas onde 40 dias é mencionado.  É comum dizerem que, biblicamente, este número está relacionado à espera, preparação, teste, castigo, ou bênção.  Devemos observar que no final de 40 dias, semanas, ou anos mencionados na Bíblia, sempre há bênção ou maldição.

No dilúvio choveram 40 dias e 40 noites (Gn 7:12).  Somente Noé e sua família foram salvos por crerem na Palavra de Deus.  Toda a humanidade pereceu por não dar ouvidos à voz da pregação de Noé.  Devemos ter nossos ouvidos atentos e o coração aberto para o que Deus está nos advertindo.  Existem inúmeros vīdeos e mensagens nos alertando sobre estarmos vivendo os últimos dias.

Jacó (Israel) foi preparado para sepultamento por 40 dias (Gn 50:3).  Embora o embalsamamento dos mortos era uma prática pagã grotesca, contrária aos costumes Israelenses que enterravam seus mortos sem prolongamentos, o corpo de Jacó precisava ser conservado para a longa viagem de retorno à Canaã para sepultamento.  O processo de embalsamamento era feito por sacerdotes do deus Osiris.  Porém, José determinou médicos para a preparação do corpo de Jacó, diferenciando sua crença do culto pagão.  De igual modo, devemos nos diferenciar das práticas e costumes que são contrárias à lei de Deus (Rm 12:2).  Nosso corpo é templo que habita o Espírito Santo de Deus; devemos buscar a santidade.  Devemos, também, ser seletivos quanto ao que entra em nossa mente e coração.  A Bíblia nos diz que “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz, e da luz escuridade; põem o amargo por doce, e o doce por amargo” (Is 5:20).

Moisés intercedeu por Israel por 40 dias e 40 noites quando subiu ao monte para ouvir Deus, e ali esteve recebendo as tábuas da lei (Dt 9:18, 25).   Ao descer, encontrou o povo em idolatria.  Deus mencionou exterminá-los, mas Moisés subiu ao monte novamente e intercedeu pelo povo por mais 40 dias e 40 noites, quando escreveu as segundas tábuas da lei.  A oração do justo muito vale na sua eficácia (Tg 5:16).  Se Deus livrou um povo em resposta da oração de Moisés, devemos orar por nossos queridos para que também sejam livres da ira de Deus.

Os 12 Israelitas espiaram Canaã por 40 dias (Nm 13:25).  Apenas Josué e Calebe herdaram a promessa, pois creram que Deus era com eles para enfrentar qualquer obstáculo.  Os demais morreram sem usufruir da bênção. Nós nos elevamos à medida da nossa fé.  Devemos buscar a verdade, considerar os acontecimentos, ouvir os profetas de Deus e crer nas Escrituras.  Deus nos tem dado esses dias para arrependimento e preparação para a vinda de Jesus.

Golias afrontava o exército de Israel por 40 dias, pela manhã e à tarde (1 Sm 17:16).  Existem muitos, que como Golias, afrontam e zombam do povo escolhido de Deus que têm sido como atalais nestes últimos dias no meio de todos estes acontecimentos.  No final, estes zombadores serão derrotados.  Davi sozinho destruiu Golias renovando a coragem dos Israelitas.  Somente Jesus, como Cordeiro Santo de Deus, derrotou Satanás na cruz.  Só precisamos crer no que Ele já fez e seremos fortalecidos na força do seu poder (Fp 4:13) para nos preparar e ser encontrados prontos para sua vinda.

Quando Elias fugia de Jezabel, Deus o alimentou dando-lhe força para caminhar 40 dias e 40 noites (1 Re 19:8).  A Palavra de Deus é alimento para nossas almas (1 Pe 2:2).  Devemos estudá-la e  e meditar em sua mensagem para termos forças para a caminhada até à vinda de Jesus Cristo.  O inimigo das nossas almas tem tentado sugar tudo que há de bom em nós.

Ezequiel levou sobre si a iniquidade da casa de Judá por 40 dias (Ez 4:6-8).  Com certeza Ezequiel sofreu as dores do povo de Judá, e consequentemente, intercedeu com mais fervor por eles.  Devemos orar com compaixão por aqueles que estão vivendo em iniquidade.  A Bíblia diz em 2 Co 4:4 que os incrédulos estão cegos.  Que o Senhor lhes abra os olhos espirituais.

Jonas pregou arrependimento em Nínive avisando da sua destruição em 40 dias se não houvesse arrependimento (Jn 3:4).  Nessa passagem, vemos a misericórdia de Deus em conceder um tempo para que essa nação tão cruel e corrompida pudesse chegar ao arrependimento e mudança de atitude.  Deus continua o mesmo.  Ele nos tem dado a oportunidade de buscá-lo enquanto ainda há tempo (Is 55:6).  Jesus ainda intercede por nós como um advogado, mas em breve, Ele virá como juiz.

Jesus foi levado ao deserto para ser tentado por 40 dias e 40 noites (Lc 4:2).  Temos enfrentado as mesmas tentações, mas Jesus mesmo já venceu tudo por nós, e Ele nos outorgou seu precioso nome.  Há poder neste nome para  colocar Satanás e seus demônios para correr.  Se confessarmos os nossos pecados e receber o sacrifício propiciatório de Jesus, Ele passa a viver dentro de nós e Seu nome se torna uma arma poderosa em nossos lábios atravez da oração.

Após sua ressurreição, Jesus apareceu aos seus discípulos por 40 dias (At 1:3).  Eles haviam perdido a esperança e estavam desorientados.  Jesus apareceu entre eles para renovar-lhes o vigor espiritual, relembrá-los das promessas, e prepará-los para serem atalaias do evangelho de Cristo.  Com todas estas catástrofes acontecendo no mundo, existem aqueles que estão perdidos, sem esperança, ou se sentindo abandonados por Deus.  Mas a verdade é que há um lugar muito melhor para aqueles que crerem em Deus e na Sua Palavra (1 Co 2:9).

Talvez você questione o que esse período de 40 dias tem haver com quem não vive na América.  Bem, os Estados Unidos sempre foi alvo de notícias.  Os olhos do mundo ainda estão voltados à esta nação.  Sob a nova presidência, com Donald Trump, os Estados Unidos continua apoiando Israel.  Com todos os cortes para auxílio internacional sugeridos pela administração de Trump,  Israel é o único a ficar fora desta lista, ou seja, USA continua apoiando Israel.  Talvez Deus, por sua promessa de abençoar quem abençoa Israel, esteja permitindo que a América seja diretamente sacudida para que acorde espiritualmente.

Ninguém sabe precisamente o que está para acontecer nos dias vindouros, mas encontramos várias passagens bíblicas nos advertindo a ficar vigilantes, porque os dias são maus.  Portanto, devemos buscar o Senhor e sua Palavra enquanto há tempo.  Estejamos preparados pois “a respeito daquele dia e hora ninguém sabe…” (Mt 24:36).  Que o Senhor abençõe sua vida com olhos e ouvidos espirituais abertos e com o coração quebrantado.

“Agora, porém, declara o Senhor, voltem-se para mim de todo o coração, com jejum, lamento e pranto.  Rasguem o coração, e não as vestes.  Voltem-se para o Senhor, para o seu Deus, pois ele é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor; arrepende-se, e não envia a desgraça”.  (Joel 2:12-13)

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Buddy Pass ou Revés?

Sempre desejei viajar para o Brasil na primeira classe, mas o precinho da passagem ainda não contribuiu para que isso acontecesse. Porém, várias pessoas que conheço viajam na primera classe usando o Delta Buddy Pass. Que luxo! Pensava eu até que em 2016 ganhei um desses abençoados e lá vou eu para o Brasil.

A ida foi bem, embora eu tenha sido a última a entrar no vôo. Apenas o desconforto de que minha mala ficou para o próximo vôo, saindo na manhã seguinte. Nada de primeira classe, mas também não cheguei a viajar na traseira do avião. Ótimo! Que maravilha, economizei no dinheiro da passagem e até tive algumas regalias a mais que a classe econômica.

Três semanas de estadia em Minas Gerais e o retorno para os Estados Unidos, saindo de São Paulo. Que abacaxi!!! Seis dias indo para o aeroporto por volta de 3 da tarde e ficando na afadigada lista de espera até quase 1 da manhã. Ainda bem que fui abençoada encontrando um grupinho de pessoas maravilhosas na mesma situação. Eu teria ficado totalmente perdida se não fosse a prontidão de umas dessas pessoas, Viviane, em procurar um hotel adequado para todos nós. Um grupinho de 8 ou 9 pessoas.

Saíamos do hotel para o aeroporto, enfrentávamos a fila para despachar as malas, depois outra fila para passar pela segurança, mais uma para passar pela receita federal, e aí, tentar arrumar um cantinho para esperar até que todos os passageiros com passagens pagas embarcassem. Depois destes, a preferência é dos funcionários da Delta, e aí então seguem as classificações, pais e cônjuges de funcionários, e por último os amigos. E para esclarecimento, os amigos também têm categorias diferentes. Quanto mais tempo de casa tem o funcionário que forneceu o buddy pass, maior a chance de embarque do beneficiado.

Ficávamos todos aguardando o nome do felizardo aparecer no painel de lista de espera. Primeira tentativa era o vôo para Atlanta por ser o primeiro a sair para o US, depois deste fechado, transferíamos nossa espera para o próximo vôo e não conseguindo este segundo, corríamos para o terceiro e último da noite.   E assim foi por seis dias. O que aprendi com a árdua experiência é que a Delta, saindo de São Paulo, dá preferência à carga, frutas e outras exportações, e não aos passageiros. Todos os dias que estivemos alí o vôo saiu com assentos vagos, mas o peso da carga não permitia mais passageiros.

Plane Wing

Enfim, no sexto dia embarquei para Nova York, toda contente pensando que em breve eu estaria em casa, após este chá de aeroporto. Chegando lá o vôo para Atlanta havia sido cancelado com problemas técnicos e fui tentar outros. Neste interim, o aeroporto de Atlanta fechou por motivo de tempestade. Imagina só minha alegria neste momento! Mais uma lista de espera… Mas tudo bem, pelo menos eu já estava em solo Americano e pensava ser mais rápido chegar em casa. O que eu não contava era passar mais um dia e uma noite no aeroporto. Pois é, isso mesmo, quando Atlanta liberou a pista para receber vôos, Nova York fechou todos os aeroportos por causa de uma tempestade de neve.

Conclusão, que revés! No final das contas, após hotel, taxi, alimentação, e dias perdidos de serviço, eu teria economizado muito mais se tivesse comprado uma passagem. Não que eu tenha desistido e nunca mais usarei um buddy pass, mas aprendi algumas coisas. Minha recomendação é que você nunca use buddy pass em épocas de férias, e esqueça via São Paulo, se possível. No demais, boa viagem!

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Pão de Alho e Parmesão

Ingredientes:

  • 2 pacotinhos de fermento em pó para pão (4 ½ colh. chá)
  • 1 colh. sopa de açúcar
  • ¼ xícara de água morna
  • 1 ¼ xícara de leite quente
  • 5 colh. sopa de açúcar
  • 1 colh. sopa rasa de sal
  • ½ tablete de manteiga ( ¼ de xícara)
  • 2 ovos inteiros
  • 4 ½ xícaras cheias de trigo

Molho:

  • 4 colh. sopa de alho bem triturados
  • 2 colh. sopa de ervas desidratadas (uso salsinha e orégano)
  • 2 colh. sopa de cebola em pó (opicional)
  • ½ xícara de manteiga derretida
  • 5 colh. sopa cheias de queijo parmesão ralado (uso ralar em casa, é mais saboroso)

Modo de Fazer:

Misture os três primeiros ingredientes. Em outra vasilha, misture os próximos ingredientes menos o trigo. Junte estas duas misturas e depois de mexer bem, tampe e deixe descansar por 15 minutos, em lugar que não esteja frio. Pão cresce melhor em lugares quentinhos.

Adicione o trigo aos poucos e vá misturando. Após a massa estar homogênea, se tiver batedira com gancho, use-a para sovar a massa por 5 minutos, se não, sove na mão mesmo. Aqueça o forno a 350o F. Faça uma bola da massa e divida em 16 partes ou mais em superfīcie polvilhada de trigo.

Enrole os pedaços em tiras e dê uma laçada para formar os pãezinhos. Pincele a mistura dos três primeiros ingredientes do molho sobre os pãezinhos e finalmente salpique o queijo parmesão.   Tampe a forma, deixe descansar por mais 30 minutos e depois leve ao forno até dourar. Se houver sobrado algum molho, pincele o restante sobre os pãezinhos assados logo ao tirar do forno. Esta receita cabe bem em forma de 15 in x 10.5 in (38 x 26 cm aproximadamente).

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Brasileiros na América

A vida dos brasileiros aqui na América tem sido bem diferente de quando eu cheguei pouco mais de três décadas atrás.  Naquela época o negócio era mais o de “fazer a vida” que realmente perpetuar residência nos Estados Unidos.  Os brasileiros vinham trabalhar pesado, juntar dólares, e retornar ao Brasil.  Os esforços e o desejo eram de construir, com o dinheiro ganho aqui, a casa e o comércio dos sonhos na pátria amada Brasil.  Não estou dizendo que isto ainda não aconteça, mas é coisa mais rara nos tempos presentes.  Eu creio que os brasileiros se desiludiram um pouco com a própria nação, e começaram ver a oportunidade de viver mais livre da corrupção e da criminalidade que tanto assola nosso Brasil. Entra político e sai político, um partido ganha e outro perde, mas nada muda. Portanto, para muitos, a pátria amada passou a ficar longe, na distância fisíca, e perto mesmo, só do coração.

Lembrando dos brasileiros que aqui chegaram, e que aqui decidiram estabelecer morada permanente, como também os que têm os pés firmados em solo brasileiro, eu não poderia deixar de ter uma página destinada a vocês, meus compatriotas.  Afinal, o sangue que corre em minhas veias por gerações é verde e amarelo.  Ainda que eu tenha passado maior parte da minha vida longe do Brasil, os costumes, a culinária, o idioma, e a afetividade do nosso povo sempre estarão presentes no meu dia-a-dia. Fazem parte de mim, de quem eu sou. Aliás, conheço pouquíssimos brasileiros que desejam se desvincular totalmente do Brasil e da comunidade brasileira.

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