Buddy Pass ou Revés?

Sempre desejei viajar para o Brasil na primeira classe, mas o precinho da passagem ainda não contribuiu para que isso acontecesse. Porém, várias pessoas que conheço viajam na primera classe usando o Delta Buddy Pass. Que luxo! Pensava eu até que em 2016 ganhei um desses abençoados e lá vou eu para o Brasil.

A ida foi bem, embora eu tenha sido a última a entrar no vôo. Apenas o desconforto de que minha mala ficou para o próximo vôo, saindo na manhã seguinte. Nada de primeira classe, mas também não cheguei a viajar na traseira do avião. Ótimo! Que maravilha, economizei no dinheiro da passagem e até tive algumas regalias a mais que a classe econômica.

Três semanas de estadia em Minas Gerais e o retorno para os Estados Unidos, saindo de São Paulo. Que abacaxi!!! Seis dias indo para o aeroporto por volta de 3 da tarde e ficando na afadigada lista de espera até quase 1 da manhã. Ainda bem que fui abençoada encontrando um grupinho de pessoas maravilhosas na mesma situação. Eu teria ficado totalmente perdida se não fosse a prontidão de umas dessas pessoas, Viviane, em procurar um hotel adequado para todos nós. Um grupinho de 8 ou 9 pessoas.

Saíamos do hotel para o aeroporto, enfrentávamos a fila para despachar as malas, depois outra fila para passar pela segurança, mais uma para passar pela receita federal, e aí, tentar arrumar um cantinho para esperar até que todos os passageiros com passagens pagas embarcassem. Depois destes, a preferência é dos funcionários da Delta, e aí então seguem as classificações, pais e cônjuges de funcionários, e por último os amigos. E para esclarecimento, os amigos também têm categorias diferentes. Quanto mais tempo de casa tem o funcionário que forneceu o buddy pass, maior a chance de embarque do beneficiado.

Ficávamos todos aguardando o nome do felizardo aparecer no painel de lista de espera. Primeira tentativa era o vôo para Atlanta por ser o primeiro a sair para o US, depois deste fechado, transferíamos nossa espera para o próximo vôo e não conseguindo este segundo, corríamos para o terceiro e último da noite.   E assim foi por seis dias. O que aprendi com a árdua experiência é que a Delta, saindo de São Paulo, dá preferência à carga, frutas e outras exportações, e não aos passageiros. Todos os dias que estivemos alí o vôo saiu com assentos vagos, mas o peso da carga não permitia mais passageiros.

Plane Wing

Enfim, no sexto dia embarquei para Nova York, toda contente pensando que em breve eu estaria em casa, após este chá de aeroporto. Chegando lá o vôo para Atlanta havia sido cancelado com problemas técnicos e fui tentar outros. Neste interim, o aeroporto de Atlanta fechou por motivo de tempestade. Imagina só minha alegria neste momento! Mais uma lista de espera… Mas tudo bem, pelo menos eu já estava em solo Americano e pensava ser mais rápido chegar em casa. O que eu não contava era passar mais um dia e uma noite no aeroporto. Pois é, isso mesmo, quando Atlanta liberou a pista para receber vôos, Nova York fechou todos os aeroportos por causa de uma tempestade de neve.

Conclusão, que revés! No final das contas, após hotel, taxi, alimentação, e dias perdidos de serviço, eu teria economizado muito mais se tivesse comprado uma passagem. Não que eu tenha desistido e nunca mais usarei um buddy pass, mas aprendi algumas coisas. Minha recomendação é que você nunca use buddy pass em épocas de férias, e esqueça via São Paulo, se possível. No demais, boa viagem!

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Pão de Alho e Parmesão

Ingredientes:

  • 2 pacotinhos de fermento em pó para pão (4 ½ colh. chá)
  • 1 colh. sopa de açúcar
  • ¼ xícara de água morna
  • 1 ¼ xícara de leite quente
  • 5 colh. sopa de açúcar
  • 1 colh. sopa rasa de sal
  • ½ tablete de manteiga ( ¼ de xícara)
  • 2 ovos inteiros
  • 4 ½ xícaras cheias de trigo

Molho:

  • 4 colh. sopa de alho bem triturados
  • 2 colh. sopa de ervas desidratadas (uso salsinha e orégano)
  • 2 colh. sopa de cebola em pó (opicional)
  • ½ xícara de manteiga derretida
  • 5 colh. sopa cheias de queijo parmesão ralado (uso ralar em casa, é mais saboroso)

Modo de Fazer:

Misture os três primeiros ingredientes. Em outra vasilha, misture os próximos ingredientes menos o trigo. Junte estas duas misturas e depois de mexer bem, tampe e deixe descansar por 15 minutos, em lugar que não esteja frio. Pão cresce melhor em lugares quentinhos.

Adicione o trigo aos poucos e vá misturando. Após a massa estar homogênea, se tiver batedira com gancho, use-a para sovar a massa por 5 minutos, se não, sove na mão mesmo. Aqueça o forno a 350o F. Faça uma bola da massa e divida em 16 partes ou mais em superfīcie polvilhada de trigo.

Enrole os pedaços em tiras e dê uma laçada para formar os pãezinhos. Pincele a mistura dos três primeiros ingredientes do molho sobre os pãezinhos e finalmente salpique o queijo parmesão.   Tampe a forma, deixe descansar por mais 30 minutos e depois leve ao forno até dourar. Se houver sobrado algum molho, pincele o restante sobre os pãezinhos assados logo ao tirar do forno. Esta receita cabe bem em forma de 15 in x 10.5 in (38 x 26 cm aproximadamente).

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Brasileiros na América

A vida dos brasileiros aqui na América tem sido bem diferente de quando eu cheguei pouco mais de três décadas atrás.  Naquela época o negócio era mais o de “fazer a vida” que realmente perpetuar residência nos Estados Unidos.  Os brasileiros vinham trabalhar pesado, juntar dólares, e retornar ao Brasil.  Os esforços e o desejo eram de construir, com o dinheiro ganho aqui, a casa e o comércio dos sonhos na pátria amada Brasil.  Não estou dizendo que isto ainda não aconteça, mas é coisa mais rara nos tempos presentes.  Eu creio que os brasileiros se desiludiram um pouco com a própria nação, e começaram ver a oportunidade de viver mais livre da corrupção e da criminalidade que tanto assola nosso Brasil. Entra político e sai político, um partido ganha e outro perde, mas nada muda. Portanto, para muitos, a pátria amada passou a ficar longe, na distância fisíca, e perto mesmo, só do coração.

Lembrando dos brasileiros que aqui chegaram, e que aqui decidiram estabelecer morada permanente, como também os que têm os pés firmados em solo brasileiro, eu não poderia deixar de ter uma página destinada a vocês, meus compatriotas.  Afinal, o sangue que corre em minhas veias por gerações é verde e amarelo.  Ainda que eu tenha passado maior parte da minha vida longe do Brasil, os costumes, a culinária, o idioma, e a afetividade do nosso povo sempre estarão presentes no meu dia-a-dia. Fazem parte de mim, de quem eu sou. Aliás, conheço pouquíssimos brasileiros que desejam se desvincular totalmente do Brasil e da comunidade brasileira.

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